sábado, 31 de outubro de 2009

Simplicidade.





http://laurelrose.tumblr.com

Reunião das coisas simples da vida, mas por um olhar belo.
Nos acostumamos com o azul do céu, e como ele combina com o verde da copa das árvores. Não acordamos às 5 da manhã pra ver o sol invadir as sombras pois estamos de ressaca ou temos mais o que fazer. Não nos apaixonamos pelo nosso lar, pois ele está todo dia a nossa disposição que já estamos acostumados. Não curitmos o frio da noite, ou o silêncio que ela trás às 3 da madrugada. Não conseguimos ver as estrelas por que a cidade está ocupada demais com a sua iluminação artificial. Quando vamos à praia nos preocupamos demais com nosso corpo, nosso bronzeado, nosso almoço que tarda em chegar. Não olhamos o mar penetrando na areia, na linda do horizonte, nem observamos cada nuvem passar lentamente por cima de nossas cabeças. Somos ignorantes demais.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Para Carol e Maïté


O mundo é rápido demais. Só no meu curto tempo de vida passei por 3 quase fins de mundo, mas ainda não foi. O que é mais rápido ainda são as pessoas, quando você vê já passou aqueles dias que acabamos por dar valor depois que já foi. E não é que acabou não, ainda não foi dessa vez, é que as pessoas começam a viver o novo, e é tão bom torcer por esse novo dos amigos. Dá frio na barriga, dá esperança, você sonha com eles, ajuda nas malas, manda cartas, e às vezes demora com as cartas por que o mundo do lado de cá também passa rápido demais. Quando vê já casou, já se formou, já se mudou e é feliz. O coração parte com as partidas, às vees torcemos de uma forma boa para a partida demorar, mas também torce pra que aconteca logo pois gosta de ver o sorrisão dessa pessoa querida. São vai e vens, mas que quem veio pra ficar nunca vai do coração. Estou me preparando para alçar vôo, conhecer o mundo que tanto sonho, e vocês amiga francesa e amiga chique, também partem para suas jornadas. Mas o amor é muito forte, inquebrável, me casei com vocês e essa aliança pode passar anos, pode passar brigas, não se quebra, já vivenciamos passados demais, quase 10 anos com uma, quase 5 com outra, e nada vai mudar nos próximos que irão vir.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

De onde vem a calma.


Há muito que não te visito não é Luísa?
Penso em muitos nomes ultimamente, mas nenhum um apetece.
Provavelmente sou impermeável pois quando os sentimentos
me molham continuo seca.
O sexo sem sabor, o beijo sem amor, o abraço sem amizade.
Você entende?
O esgotamento do social me encontrou, quase como uma morte
que cobre os olhos dos agora desalmados.
Este é meu cigarro com marca de batom, meu passo para esta morte, mas não me interessa essa conversa de que um dia ele me matará, irei morrer querendo ou não, neste instante, o "ou não" não entra em questão.
Eu sei Luísa, vou parar de falar besteira. Me dê um beijo e tudo ficará bem você me diz?
Não, não irá ficar bem. É só uma ilusão passageira essas palavras.
Acreditamos que ficará por que alguém que amamos sonoriza essas palavras, mas a felicidade não passa de um suspiro, o bom não passa de utopia, mas o importante é que não abro mão do meu otimismo, acabo realmente com esperança de que tudo ficará bem.
Estou aprendendo a libertar meu coração, meu signo é da água, então consigo me transformar gradativamente, é o que dizem deste elemento não é?
Inspiro e expiro, às vezes cinco vezes, às vezes dez.
Você me sabe, entende que consigo ser bem esquentada, e isso não me faz pensar direito, acabao agindo com insensatez. Refleti muito sobre isso, e por tal razão que decidi me acalmar, tomar outros ventos, colocar músicas mais pacíficas no meu som, controlar o pensamento do sangue quente.
Vou me postar em frente ao controle. Talvez seguir o budismo para ter ao menos crença em algo.
Acredito que nunca terei a tua paz Luísa, você é um doce.

domingo, 30 de agosto de 2009

Enfim...


"Esqueça-se da AIDS, das drogas, das bombas nucleares, das experiências genéticas, da manipulação da informação pelo poder. A verdadeira ameaça, a mais presente, são os ciúmes e o desejo, o êxtase, o arrebatamento, o momento em que você terá de derrubar as estruturas sobre as quais assentou seu equillíbrio mental. A paixão é a ameaça mais presente, não importa o quão racional você pense que é. Ninguém está a salvo.
Melhor sentir falta de algo do que acabar sentindo que sobra algo. Prefiro a saudade à rotina."

trecho do livro 'Amor, curiosidade, prozac e dúvidas.' da Lucía Etxebarría

Dance.


Talvez isto seja somente uma inspiração plagiada, porém, lá vai...

Sempre busquei tesouros para preencher minha vida: um bom emprego, bons amigos, um grande amor, um mascote para me receber após um longo dia...
Tem dias que olho para trás e penso quantos desses tesouros passaram pela minha vida, e já se foram. Amizades que amei profundamente e que por fim me decepcionaram e viraram as costas. Amores que prometi amar pra sempre, e prometeram me amar pra sempre, e que por fim, não restou nada. Empregos dos quais eu acordava completamente estimulada para vestir a camisa, e que por fim, vi a verdadeira face dele e o quanto eu me doava para algo que não fazia questão.
Porém,sempre tentei que o passado não atrapalhasse o futuro. Amando novas pessoas, e buscando novas formas de provar que nem todo mundo é assim.
Tive amarguras, tive dias felizes. Tive altos, e baixos. Momentos de solidão, momentos rodeada de amigos.
Quando se é mais nova você se imagina com 18 anos, e se alegra em imaginar sua faculdade, sua independência, não ter limites. Ao chegar aos 18 aos você percebe que não é todo esse glamour, e sonha ter seus 25 onde terá um bom emprego, carreira promissora, estará formado, provavelmente com um mestrado no exterior em vista, talvez um companheiro com quem futuramente poderá se casar e...ao chegar lá, vê que não é bem assim. Aí se sonha com os 30, talvez já casada, planejando ou esperando por um filho, uma casa própria paga em 50 prestações, feliz...e...bem, acabou não sendo bem assim.
Sonhamos, planejamos, desejamos.
Temos medos. Receios. Pensamos demais.
Não dizemos "te amo" para pais e amigos com a frequência que deveríamos.
Somos egoístas, somente pensamos no vamos ganhar com aquilo.
Muitas vezes não focamos.
Não damos valor ao presente, sonhamos demais com o futuro e esquecemos os podres do passado e achamos que naquela época tudo era melhor e que ele te amava apesar do que fez contigo (de repente você não se lembra do quanto sofreu), ou que aquela amiga era muito confiável e que nem se lembra por que se separaram (talvez por que ela te trocou por novas amizades, mas você não se lembra direito), ou que sente falta da sua infância (apesar de você ter sido uma criança solitária).
Apesar do que falam por aí, NÃO APRENDEMOS COM NOSSOS ERROS.
Apertamos a mesma tecla até o fim.
Como falam por aí, A ESPERANÇA È A ÚLTIMA QUE MORRE.
Eu canto sozinha por aí, eu danço, pinto, vejo filmes mais filmes, lembro do passado, mesmo esquecendo seus podres, e sonho demais com o futuro. Não aprendo com meus erros, mas mesmo assim, tento me conscientizar de quais foram para quando insistir em um erro ao menos saber onde estou pisando.
Amo amigos, me entrego à paixonites, faço tudo o que meu coração manda fazer, mas sempre com o ouvido na razão e preparada PARA SOFRER AS CONSEQUÊNCIAS. Vou contar-lhes um segredo: talvez você seguir seu coração, fazendo o que você tem vontade mas respeitando seus limites (e o dos outros), e se você se preparar para qualquer consequência, é o segredo para não se arrepender. Então diga "te amo" quando sentir vontade, beije e abrace quando sentir vontade, coma aquele bolo inteiro quando sentir vontade, sorria, ria, GRITE, dance sem música, pule, bastante!, escreva o que sente, desenhe o que sente, bata fotos de todos os momentos felizes, MUITAS!, relembre o passado mas valorize o presente, curta as paixões não correspondidas pois quando você encontrar seu verdadeiro amor vai sentir falta da dor de cotovelo, curta as paixões correspondidas mesmo que não seja a pessoa da sua vida, não machuca conhecer alguém diferente até que o amor da sua vida venha, caminhe na praia com um bom amigo no final da tarde, faça uma viagem para qualquer lugar sem propósito algum num fim de semana de folga, viaje muito, pergunte o nome do atendente ou da vendedora, além de você conhecer alguém diferente você fará com que essa pessoa se sinta feliz por algum cliente dar o mínimo de atenção só pelo fato de perguntarem seu nome, e consequentemente trabalhará mais estimulado, cuide de uma planta e converse com ela, cuide de um animal e converse com ele, curta os momentos felizes, curta os momentos tristes, sim, pois é depois de algo ruim que vem a coisa boa, e se não fosse por esses momentos jamais daríamos valor aos momentos felizes, assista documentários, seja curioso, leia muito, escute músicas que você nunca escutou mesmo as que você detesta, só podemos odiar aquilo que conhecemos, aproveite e vá para algum lugar que você jamais iria mas sem preconceitos, acredite, você tem com se divertir lá se você se deixar levar, saia com um conhecido que você jamais saiu, o pior que pode acontecer é você conhecer gente nova.
Não sou feliz, nem sou infeliz, por isso siga essas dicas sabendo que não são garantias de uma vida de felicidades, mas sim uma vida de experiências.

Como uma vez disseram: Work like you don't need money, love like you've never been hurt, and dance like no one's watching.

(Trabalhe como se você não precisasse de dinheiro, ame come se você
ê nunca tivesse se machucado, e dance como se ninguém tivesse olhando)
http://www.boloji.com/family/00108.htm


domingo, 23 de agosto de 2009

Bang bang...


my baby shot me down. Somethin' like lonelyness. G'nite.

"I was right, from the start, all along
maybe the sun wasn't made to bright too long
maybe people like me should'nt be

could you please make truth apear
babe, not so near
I'm triyin to make it heal
I'm banin you from any place near"

domingo, 9 de agosto de 2009

Reach me.


Can you see this? Isto é uma mão.
Uma mão desesperada, mesmo assim uma mão.
Ela se joga, buscando uma corda para se erguer,
um parapeito para se apoiar, talvez até mesmo
uma outra mão.
Talvez uma outra mão desesperada,
para assim compartilhar seu desesperao
com alguma mão que a entenda.
Talvez uma outra mão, compreensiva,
que consiga ler suas entrelinhas,
e então dar-lhe o que precisa,
como esta mão sempre sonhou.
Mão egoísta, talvez.
Aliás, qualquer mão serviria em tempos
de desespero.

sábado, 8 de agosto de 2009

Je ne suis pas là pour être aimé. (Não estou aqui para ser amada. )


Não me perdoo. Somente precisava de um capuccino e um bom livro pra sentar na minha poltrona favorita ao lado da janela da sala, e um outro detalhe que cairia bem pra completar o cenário perfeito na minha concepção: um abraço teu. Passei por abraços mil, mas nenhum se iguala ao teu. Tudo bem, era pra ser assim, você o príncipe do cavalo alvo, mas você se torna de modo simples outrora minha alegria, agora mais um cadeado em torno do meu pescoço. Um porco-espinho ronda a minha casa, despreocupado, gastando-se em momentos simples. Frágil como sou, sempre acabo por me machucar, lúdico. Apontam-me o dedo ao passo que reduzo no canto da sala, assustada mãos cobrindo o rosto, me gritam "se deixe ser amada" "não estou aqui para isso, são negócios". Mas não estou mais aqui para isso, não mais, é assim que tento me convencer, fechada para balanço, esse era o último e coisas do gênero. Veja bem, não confio em você, nem nele, sou uma taça de cristal rachada, sou imperceptível às críticas que me sugerem mais que tudo na vida o amor que mereço. Mas não me dêem isso que eu tanto quero, não quero mais. Só quero o teu abraço, morno, frio, você não me faz feliz.

Butterfly.


Peguei um giz de cera cor de rosa e risquei em minha parede branca e sem graça dois corações, formando assim asas. Ao terminar o contorno me sentei no chão e encostei colando as asas às minhas costas, alço então um vôo, simulo assim a liberdade. Eu uso as pernas pra correr, eu uso as mãos pra me pentear, e é uma corrente com cadeados que protejo meu frágil coração.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Toi parfume c'est mon vie.


Ah se você simplemente pudesse sentir o teu beijo como eu sinto, você saberia muito bem do que eu estou com sede. Tantos dedos envoltos por tua pele tocam o infinito que eu sou. Percebe o calor? Ah se você sentisse o calor que eu sinto querido amante. Não passaria um segundo de roupa. Como eu tento. Seguro as vontades uma por um, tão eficiente quanto mãos segurando água. Escorre corpo abaixo, exalo o cheiro do "te quero mais que nunca", tanto quanto o teu cheiro cola em mim, me persegue até a hora de dormir para assim provocar meus sonos que sao incansavelmente sobre você. Corrompa meu céu infinito que já não tem mais tempo para sonhar. É só contigo que me torno selvagem, um espírito livre como sempre desejei ser, é somente ncotigo que me torno humana, é só contigo que eu sinto mais além, meu querido amante secreto. Caminhe em minha direção, que o imã me atrai a você mais que a física possa explicar, meu sangue ferve por você mais que a ciência possa explicar, eu me distraio mais que a religião possa explicar. É assim que me levo a acreditar que Deus existe, por existir criatura tal, que mexe com todas as ciências que eu conheço, e ate mesmo as que eu desconheco, tal qual a minha pessoa. Quand on est con, on et con

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Soul.


Meu sexo sempre denunciou minha liberdade, confesso-te hoje que agora desejo estar presa. Basta de liberdade. Não estás a pensar na liberdade errada, está? Veja bem, sempre tive medo de me atar à algo que me faça lembrar o estado de se prender à alguém, fugi de um casamento, de um noivado, de um namora, de um fica até mesmo de uma amizade colorida. Freud uma vez me explicou que provavelmente era culpa do meu pai, conheci três de suas raparigas em um jantar que mamãe fez nos domingos de jogo de futebol. A pobrezinha não sabia, mas eu nunca me enganei quando se levava em consideração o fato de que papai é homem. Aliás, era, que Deus o tenha. Nessa época já tinha minha puberdade e alguns garotos para contar vantagem. Driblava suas paixões por mim, negava a vontade de um grande amor, por mais que fosse isso o que eu mais queria. Por anos a fio minha promiscuidade revelava meu medo, aliás, pavor de criar laços eternos. Fui solitária ao extremo, cheguei a me envolve com um, por carência, e ele, louco por mim. Mas as falhas, defeitos e erros me fizeram desaparecer pucos meses depois. Pensei que era lésbica, pensei que era frígida, pensei que talvez eu fosse do tipo que ficaria pra titia morando com seus dez gatos para por fim morrer engasgada com uma macadâmia e ser encontrada um mês depois devorada pelos mascotes e só encontrada por que um menino de nove anos tentou invadir minha casa como traquinagem para provar aos amigos quão corajoso era. Por fim descobri que minha anti-socialidade para com a versão masculina do ser humano se devia ao medo. De ontem em diante resolvi colocar as mãos ao alto, atirem se for atirar, me abracem se for para me amar. Tirei os cadeados e quero tentar amar de verdade, me prender, a alguém, tentarei.

A Carta


Preste atenção Gustavo,


sei que há muito não lhe escrevo, porém venho por meio destas humildes palavras de desabafo me redimir. Sinto sua falta incansavelmente querido amigo, me perdoe, troque minha ausência por abraços eternos, talvez assim sendo poderás se sentir confortado pela solidão que lhe impus devido ao chá de sumiço que devo ter tomado sem conhecimento em alguma tarde de leitura em um café de esquina. Provavelmente aquele na esquina do meu prédio que apesar do desleixe do lugar denunciado pelas paredes de tons escuros descascadas, e uma ou outra preguiça dos atendentes, faz o capuccino que é do meu gosto. O chá que devem ter me oferecido por conta da casa por certo era de sumiço, deduzo que tenha sido por vingança daquela nossa visita, "querem nos destruir Gustavo" dizia eu repetidamente, hahaha, bons tempos.

Apesar da vida monótona acabo por ter algumas anedotas do dia-a-dia pra compartilhar, Gustavo? Tá lendo? Você sempre devaga na leitura, melhor lhe chamar a atenção vez ou outra.

Ah querido amigo, lhe conheço muito bem! Sei do teu desejo de se tornar presidente da república, procede? Até hoje não é? Você sempre foi um espírito livre, igual a mim. Talvez por isso que todos os rapazes que tive lhe tinham um ciúme incontrolável, tinham total ciência de que erámos nós os incontroláveis. (Até tinham razão de certa maneira, sabiam de nossos beijos às entocas, mas não sabiam que apesar disso nunca levamos pouco mais adiante. Talvez receio teu, talvez medo meu, mas nunca negamos nossa quimica não é?) Num estalar de dedos parávamos em Roraima, em um piscar de olhos, Mato Grosso do Sul. Boas viagens, entoados pelas canções de estrada "meu limão meu limoeiro, meu pé de jacaranga!", você não é nem um pouco afinado querido, saiba desde já, palavra de uma velha amiga.

Me recordo cena por cena de nossas idas às boates noturnas, você me induziu aos meus primeiros porres e ressacas, e eu lhe induzi às danças que no dia seguinte batiam como vermelhidões nas bochechas devido á lembrança dos movimentos desengonçados que fingiamos ser passos modernos ao som das batidas das caixas de som, hahaha, nossa cumplicidade sempre convenceu os outros que as mais puras histórias inventadas eram verdades. "Velhos parceiro de crime" dizia o negão da bodega. Lembra-se dele Gustavo? Sempre nos cedia um caldo de galinha nas madrugadas enquanto distraiamos-no com nossos contos das ultimas trapalhadas. Ainda ecoa em meus ouvidos aquela gargalhada alta e musical que ele soltava aos quatro ventos.

Acabou-me o espaço da escrita, e não consegui escrever metade de nossas memórias, muito menos minhas novas anedotas, considere isso uma brecha para lhe escrever muito em breve.

Sei que você já partiu Gustavo, e sinto muito em dizer que não estive ao teu lado nos últimos tempos. Sinto a dor no peito de não poder receber tua respostas nem sentir teu abraço torto que sempre me dava. Mas saiba, sempre receberás palavras minhas, nunca é tarde para recuperar o tempo perdido. Que Deus esteja aí em cima a sua companhia lhe guiando.


Um beijo, um abraço e uma cachaça, como sempre brincávamos.


Sua velha amiga,


Elis.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Quem e voce? Que eu nao sei evitar, que eu nao sei desistir. Teu gingado me leva pra la, e eu so me encanto com seu todo inteiro, e todo detalhe pequeno, cada parte me encanta, mesmo nao podendo. E la se vai minha paz, isso nao se faz. Por que toda mulher quer um rapaz que sabe desse leva e traz de amor. E todo rapaz quer, uma mulher que lhe quer com louvor.
Se nao puder, me leve como qualquer mulher, eu aceito a condicao de nao ter mais um coracao.
Mas eu nao vou deistir de tentar te convencer. Voce samba como ja sambei, voce ama como ja amei, entao deixe todo o seu mundo guardado na minha mao. Nao quero te confundir com toda a minha timidez, perdoe o que eu nao sei, mas o que eu sei e que vou te convencer.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Vale 1 conselho.


Se conselho fosse bom, a gente vendia. ( será que o ser humano não pode dar nada bom de graça?).
Muitos conselhos foram dados, e talvez nem metade seguidos: carpe diem, cú de bebo não tem dono, quem com faca fere com faca será ferido, cavalo dado não se olha os dentes, e por aí vai. Os conselhos que ninguém segue a gente sabe, como o famoso "aprenda com o passado" ou então "com o erro dos outros", mas a gente insinstentemente erra, e só pode ser porque gosta! Teima em amar aquela pessoa, teima em perdoar aquela amiga que sempre magoa, teima em bater boca com a mamys quando ela tá dando bronca, mesmo sabendo que o melhor é ficar calado. Reflete-se então: conselho nunca é bom, senão a gente vendia, mesmo os que tem pé e cabeça a gente não segue, nem mesmo quando a gente dá a gente faz, então qual diabos é a utilidade dessas frases já formadas no dito popular, ou que às vezes criamos pra satisfazer um desespero de um amigo?
Só pra confirmar o fato da minha contradição existir: ao menos alguns eu sio, quando me apaixono me entrego (mesmo sabendo que vou me f*** pra c****), tento deixar de lado as preocupações numa noite de diversões pra colocar minha cabeça 100% naquele momento, sempre digo o quanto amo meus amigos. Tomara que ao menos esses venham a calhar, ou não né? Senão vou ter que pagar os direitos autorais do conselheiro.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Pagodeira.

Ás vezes a gente nem percebe, e acontece, ou ás vezes a gente acha que aconteceu e nem é. Só sabe-se que o coração da gente sempre vem com defeito. É uma peça que já vem com defeito de fábrica, e TODO mundo sabe mas não reconhece. Finge que já passou as dores, que aprendeu com o passado, que nada mais daquilo irá acontecer, que o coração não vai mais bater forte pelo passado, ou pelo novo mas que a gente sabe que não dá certo. O negocio é que a arritimia do amor nunca para. A gente sempre acaba se apaixonando pelo maloqueiro da rua, pelo amigo que tem namorada, pelo cara que tá nem aí pra você, pelo melhor amigo, pelo ex, pelo cara galinha que todo mundo sabe que não presta...etc. Nunca nos apaixonamos pelo cara que se declarou pela gente, pelo que tem tudo a ver, ou que tem nada a ver mas que daria certo, etc. A GENTE SEMPRE BUSCA O QUE OBVIAMENTE NÃO PRESTA, já dizia Clarice. Bem como dizem nosso amigos pagodeiros: o amor me pegou, tentei escapar não consegui...
E lá vamos nós de novo, lutando com o coração e teimando com a razão, fazer o que né?

quarta-feira, 17 de junho de 2009

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Mamãe sou Hype. (pin-up is so last week)


Entre uma sugada da caipirinha e algumas tragadas roubadas de cigarro que me surge a frase título de uma já existente comunidade: "mamãe sou hype". Eis aí uma questão para o mundo, induzida para todo e qualquer ser humano e que por fim chego em uma só conclusão: humanos precisam se definir! Dependendo de seu grau percebe-se em qual quesito que essa necessidade se extende. Alguns tem um extremo desejo de se definir quanto a estilo, daí o hype, ou indie, ou patricinha, ou o que seja, igualar o seu estilo a um grupo de pessoas que também precisam definir um estilo de vestimenta, ou gosto musical. Outros precisam se definir no quesito sexual, ser homo, hetero, bi, pan, etc...o que sua imaginação puder criar. Ainda existem aqueles que pretenem se definir como pessoas, o famoso "quem sou eu" do orkut, e dou graças àqueles que botam "ainda não sei", pois são esses que mais me interessam, são esses que não escolhem tendências para seguir, que não procuram decorar tópicos de notícias para ditar para os amigos, não anseiam pelo livro da moda, ou cantam o hit underground do momento, apenas se deixam levar pelos gostos reais, se permitem criticar ou gostar de algo independente do gosto social. Não gritam "mamãe sou hype" "mamãe sou emo" "mamãe sou indie" " mamãe sou homo", mas gritam a todo pulmão "mamãe não sei que porra eu sou, e mamãe, talvez isso signifique que eu sou simplesmente eu, não sou fruto de tendência, não sou dicionário das mais inteligentes citações de grandes autores históricos pra por fim me passar também por inteligente, admito minha normalidade, não tento ser igual sendo diferente, nem tento ser diferente sendo igual, admito minhas loucuras momentâneas, admito que as vezes gosto de coisas cults tanto quanto também gosto de coisas pops, o importante mamãe e que eu ainda não me defini, e isso só prova que estou livre."
Eu tô no grupo que não sabe em que planeta nasceu...



TAMBÉM SOU HYPE

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Cansar e padecer. Não se sabe mais qual a cor do sol quando bate o mar no fim do horizonte. E o horizonte? Continua concavo? Já não se sabe mais. O mundo cresceu. Cosmopolita e contemporâneo.

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...

A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...

A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...

No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...(4x)

domingo, 31 de maio de 2009


Meu amor,
saiba que meus braços são teus, te procuro sem cansaço, te desejo mais que minha paz. Te beijo incansavelmente, te acaricio noite adentro. Saiba. Esteja acima de tudo, esteja fora desse mundo superficial, observe tudo por fora, assim como faço. Sei que és como eu. Sei que tu não tens ânsia por modismo, nem se vangloria de tua personalidade. Sabes de tudo um pouco, e sabes que o sábio é o que admite que nada sabe. Não cita nomes pra demonstrar inteligência, não usa calças apertadas pra mostrar que é legal. Não busca olhares de mulheres "montadas" pois sabe que delas não exala perfme algum. És seguro, és um homem seguro. Não necessitas de nada de fora pra que saibas o que é por dentro. Me conta histórias, me desenha em teus cadernos, e cita trechos dos livros que tu lê e que eu iria gostar. Rio com cada gesto teu, me desmancho em cada abraço. Brinco com cada tolice tua, e ri de cada tolice minha. Sabes que reviro os olhos quando me exalto, sei que ficas calado em momentos apropriados. Você me faz rir, nunca nenhum outro o fez. Contigo finalmente sinto amor, contigo finalmente sinto alegria, contigo sinto o sol, contigo beijo a noite, contigo sinto orgasmos. És digno, carrancudo, homem. Tens valores, ideais, caráter. És o mais belo de todos os homens, e independente de como o tempo irá lhe esculpir, continuará a sê-lo. Caso contigo toda noite, amo-te a cada dia. Fostes o único que me decifrou, que soube que meu silêncio é meu sofrimento, que minha alegria é inocente, que meus abraçs são de criança, que minhas lágrimas são de alegria, e as de tristezas se convertem em carrancas. Me fez acreditar que isso é possível. E isto tudo eu lhe direi, assim que fizer dois outonos do instante que eu lhe conhecer.

sábado, 30 de maio de 2009

O gato e o cacto.


O que pertence à minha alma que ainda não tenho conhecimento? Nem mesmo conhecimento sobre a alma que preenche minha carne tenho, não sei dissertar. Talvez a solidão, com meu cacto e meu gato, ícones próprios dos solitários, aquele que espanta mas é belo, e aquele que é belo e solitário, porém tem ansia de apego. O silêncio do quarto, o vazio da cama, o telefone que não toca, o abandono que me cansa. Ninguém pra me cuidar, divido-me em mim mesma, me levo pra passear, me levo para um por-do-sol saboroso. Converso comigo mesma, pra finalmente saber o que penso, quais meus gostos, minhas cores prediletas, meus sonhos e aspirações. Nunca os soube, eis o problema de dividir-se em alguém, nunca ter oportunidade de se conhecer, ter gostos originais, sem influências, sem comparações. Crio um unvierso somente meu, não lhe deixo conhece-lo, não lhe deixo penetra-lo, é sombrio, é assustador, por fim, é belo à sua maneira, beleza exótica infrigida pela minha curiosidade. Me detruo e reconstruo por entre pontes derrubadas e estantes da mais fina madeira ardendo em chamas. Há fumaça, há desespero, mas a esperança de se erguer uma nova parede por entre o caos me encoraja. Busco alcançar o mais alto dos muros, a mais longíqua nuvem, comer da mais rara fruta, impossível clamama alguns, para mim, apenas temporariamente não conquistado. Espero o verão me aquecer, para chegar até lá.